Uma das entrevistas mais incríveis que já fiz foi com a grande dama do teatro e da TV, Nicette Bruno, com um toque triste: a morte, em março de 2014, do marido e companheiro nas artes, Paulo Goulart. Nicette e Paulo se casaram em 1954 e viveram juntos por 60 anos, até o fim da vida dele. Tiveram três filhos, todos atores, e deixaram na memória dos brasileiros um exemplo de amor conjugal.
Cheguei à casa de Nicette e a encontrei em companhia da filha, Beth, a mais conhecida. Com cuidado, ela ajudava a mãe a se arrumar para a entrevista. Nicette, como sempre impecável, me recebeu com todo carinho. Desde o início, se dispôs a falar com muita admiração do marido.
Por cerca de quarenta minutos, falou da história dele no teatro, como ela o conheceu, o diretor que presenciou o interesse do rapaz Paulo pela já famosa Nicette, o primeiro trabalho…
Mas foi quando eu perguntei sobre o dia a dia do casal que Nicette se emocionou. Lembrou o marido dedicado, atencioso, sempre elogiando sua aparência. Mostrou o escritório onde ele ficava durante o dia e a cadeira onde se sentava. Falou da relação dele com os filhos. Vaidosa, disse que nunca se apresentava para o marido sem antes passar maquiagem e arrumar o cabelo. Chegou até a chamar minha atenção pelo meu desmazelo, interrompendo a entrevista para que eu pudesse “passar um batonzinho”…
Uma lição de amor
Ao final, vendo como todos nós da equipe ficamos emocionados com a história daquele amor, chego à conclusão que a admiração pelos grandes feitos do companheiro é, sem dúvida, válida. Mas o que mais faz falta, realmente, são os pequenos gestos de carinho do cotidiano: o lugar que ficou vazio na mesa do café dói mais do que tudo.
Veja a reportagem aqui.
Respostas de 4
Carla, que entrevista linda, bem conduzida. Amor lindo dos dois… emocionante
Obrigada! Eu saí de lá muito impressionada e, por que não, desejando um amor daqueles pra mim…
Ameii o site, meus parabens!
Izzy, muito obrigada e volte para ver os outros posts. Você vai gostar!