Casamento de Naldo e Ellen Moranguinho

(Texto escrito no dia seguinte à veiculação da reportagem no Fantástico – editado.)

O Fantástico, como todos sabem, é uma mistura de Jornalismo, Entretenimento, Esporte, Humor, etc… ou seja, tem tudo o que uma revista eletrônica semanal deve ter. E o tema de entretenimento que foi escolhido para este domingo foi o casamento de Naldo e Moranguinho, que está dando o que falar. Confesso que estive um pouco fora do mundo das atrações noturnas nos últimos anos, durante o tempo em que vocês me acompanharam fazendo jornais matutinos. Entrei até na internet para tentar encontrar músicas e procurar algo familiar. Reconheci apenas o verso “cada vez eu quero maaaaaaais!”, da música de Naldo. Digo isso para explicar que realmente fui de coração aberto para entrevistá-los. Não havia visto antes nenhuma notícia, dessas que grassam em sites de fofocas e programas sobre celebridades.

Conheci a Ellen, a “mulher Moranguinho”, na hora da gravação. E, gente, o que vocês vêem na televisão é pouco para explicar o impacto que ela causa ao vivo. Me senti a “Mulher Lagartixa” ao lado de tanta pujança…

blog-da-carla-vilhena-moranguinho-e-carla

Brincadeiras à parte, enquanto conversava com Ellen, descobri que, além do corpão, há uma mulher com uma garra incrível. Me mostrou o sapato de sua linha própria, que ela está desenvolvendo com uma fábrica gaúcha. Qualidade excelente. Ellen me contou que tem uma linha de roupas a caminho, toda feita com sua participação. Reparei que ela usava uma calça de linho muito bem cortada e perguntei: mas vai ser nesse estilo mais sóbrio ou mais “periguete”? Ellen respondeu que lamentava que suas ideias a respeito das roupas não pudessem ser seguidas, já que todos esperavam que as vestes da mulher Moranguinho fossem sensuais…e de preço baixo. Mas que ela gosta de tecidos nobres e ainda pretende usá-los em alguma coleção.

Surpreendeu-se? Pois eu mais ainda, ao ver uma noiva que quer, sim, que seu casamento seja inesquecível, quer, sim usar o dinheiro para realizar seu sonho mas, principalmente, quer ter os amigos e a família junto dela e respeitá-los como eles são. Ao provar cada salgadinho e cada docinho, Ellen fazia menção aos parentes e ao noivo: “Isso ele vai gostar”.. ou “quero que minha família fique toda hospedada no mesmo sítio que vou alugar aqui perto, para que eles fiquem à vontade.”

Como toda noiva, Ellen anda bem emotiva. Foi às lágrimas várias vezes durante nossa conversa. Lembrou de quando teve um filho, aos 17 anos, e ouviu o pai dela comentando com a mãe: “e agora, o que vai ser dos sonhos da minha filha?” Nesse momento, Ellen me contou – chorando – que decidiu que seu filho nunca seria algo negativo na sua vida, e sim uma razão para que ela realizasse cada vez mais seus sonhos junto com ele.

No segundo dia de gravação, fomos ao estúdio onde Naldo estava trabalhando. Ao ver-se, os dois se abraçaram longamente. Ellen enterrou a cabeça no peito de Naldo (que é muito alto, outra coisa que me surpreendeu). Permaneceu vários minutos, calada, como quem está reencontrando alguém que não vê há tempos. Os dois estão sempre juntos. Ela o acompanha em todos os shows e viagens, e só voltou sozinha para o Rio por causa da nossa gravação. Um dia sem o amado… e a saudade já era imensa.

Naldo nos recebeu numa sala de mixagem e mostrou ser ainda o mesmo rapaz simples, saído de uma comunidade humilde, embora encantado com o que a vida está lhe trazendo. Ellen trouxe um mousse de uva, que ela mesma faz e diz que é a perdição do Naldo. Sem a menor cerimônia, Naldo pediu uma colher e comeu ali mesmo. O doce vai estar no casamento, é claro. Aliás, quando perguntei sobre o casamento, ele deu a entender entre risos que os exageros vêm do lado de Ellen, mas que ele atende com gosto por saber que vão trazer alegria à mulher amada. E quando perguntei aos dois quem manda em casa, ambos bateram no peito ao mesmo tempo: “Eu!”. Mas eu voto na Ellen…
Beijos e até a próxima!

Mousse de uva da Ellen (conforme ela me contou)

uma lata de leite condensado
uma lata de creme de leite
um Clight de uva
uma gelatina incolor
bater tudo e gelar.

https://globoplay.globo.com/v/2664180/#

Respostas de 2

  1. Foi uma bela entrevista porque os dois tem uma boa historia e ela e linda e ele tambem e lindo se combinam mesmo.E com concordo ctg carlinha ,com certeza e ela que manda em casa ,porque conheço pessoas que sao proximas ha eles que alegam que ela que decide tudo e que ele antes de fazer algo ela tem que aprovar primeiro.Quando ele bateu no peito na reportagem ele nao foi convincente,ela foi mais firme tambem,e ela esta certa mesmo ,a mulher e quem manda melhor em tudo parabens pela reportagem te adoroooo!!

Deixe um comentário para Bruno de Faria Rodrigues Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes

Não é “só rico que lê” livros

Como assim, só rico lê livros? Venho de uma família nem rica, nem pobre. Fui criada no Rio, num apartamento alugado, típico classe média, dois quartos e um banheiro para 4 pessoas. Havia duas estantes de livros: numa, ficava a coleção do meu pai, de livros de Monteiro Lobato para

Leia mais »

Para meus filhos Pedro e Clarissa

Carta para meus filhos Aprendi que conviver com um filho é difícil e é lindo ao mesmo tempo. Aprendi a não esperar que meu filho seja uma pessoa cordata, e que é justamente esse lado questionador que vai lhe angariar as mais verdadeiras amizades. Aprendi também que resiliência nada mais

Leia mais »

Sopas da Carla: Minestrone

O que é minestrone? Minestra significa sopa em italiano. Minestrone é o aumentativo, ou seja, o nosso sopão. E realmente é um sopão de respeito: leva legumes, verduras, feijão, carne e massinha. A principal diferença do minestrone para a nossa sopa de legumes é a presença do feijão e o

Leia mais »

Chegadas e partidas

A amiga me liga e pede ajuda para vestir a mãe falecida para o sepultamento. “Melhor um vestido, né? Que tal este?” “É de mangas compridas”, digo sem pensar. “Está muito calor”. Mas logo recuo, pensando na minha estupidez. Que importa o calor. Aliás, que importa a roupa. O sapato.

Leia mais »

Para a amiga de toda a vida – Mônica Buriche

Minha melhor amiga me deixou hoje. Sem suavidade, sem doçura, sem nada do que a gente espera de um corolário de uma vida plena. Presa a fios e tubos. Ela tinha 56 anos. E era linda. Era cheia de alegria. Tinha dois netos pra cuidar, uma filha para amar. Muita

Leia mais »