Alimentação, base para uma boa saúde
Carla Vilhena
05 nov 2016


Desde que meus filhos nasceram,

tenho tentado ser uma mãe bem informada a respeito de alimentação e boa saúde, já que considero que esta é a base que devemos construir a partir da infância. Comecei lendo durante as fases da gravidez o maravilhoso livro “O que esperar quando você está esperando”, que já virou até filme com a linda Jennifer Lopez. O livro é daqueles que têm, numa linguagem fácil, todo o necessário para uma gravidez tranquila, aliado a extremo bom senso quando fala dos possíveis problemas que podem acontecer.

Depois do nascimento, passei aos livros que tratam do bebê dos 0 aos 18 meses. Tive um muito útil, com um capítulo imperdível sobre emergências, que ficava permanentemente com um marcador. Ali aprendi sobre engasgos, tombos, perigos, tudo que era necessário evitar e também qual atitude tomar.

Saindo do pediatra, eu seguia as instruções direitinho sobre alimentação, remédios, etc… O ápice do meu zelo se deu quando fui até o açougue, tentar obter miolos bovinos para por na sopa das crianças. O homem do açougue me olhou desconfiado e disse que “aquilo”, só por encomenda. Encomendei e, quando fui buscar, não tive coragem de levar aquele cérebro bizarro para dar para os meus bebês comerem…

Garanto que isso não aconteceu com os legumes. Toda noite, havia a sopa recomendada pelo pediatra. A receita mandava usar: legume, folha, carne ou frango, uma raiz e um carboidrato. Legumes, são mais conhecidos: cenoura, tomate, abobrinha, chuchu, abóbora, etc. Folha, podia ser alface, rúcula, escarola, espinafre, couve, mostarda, chicória, qualquer uma. Carne, frango, fígado, isso é fácil. Carboidrato era arroz, batata, macarrão. As raízes me fizeram conhecer um mundo novo. Nunca havia comido nem ouvido falar em inhame, cará, mandioquinha… até hoje sou apaixonada por tudo isso.

E agora eles cresceram…

Mais crescidinhos, eles começaram com as comidas normais, junto com o resto da família. E aí, dizem que nós temos que dar o exemplo. Mas nem sempre o exemplo funciona. Eu, por exemplo, adoro legumes e arroz integral, quase não como frituras e amo todos os feijões que existem. Prefiro pães e cereais sempre integrais. Como todas as frutas, menos as muito esquisitas, tipo caqui, fruta de conde e jaca. Mas as crianças às vezes se rebelam contra o nosso exemplo. Para fazer meu filho menor experimentar morango, tive que cobrí-lo com toneladas de chocolate derretido. E tenho que fazer isso até hoje…

Agora, com dois adolescentes e um pré-adolescente em casa, acho que fiz um bom trabalho. Eles têm preferência pelas refeições, com arroz, feijão, carne, legumes, salada. Não temos hábito de levá-los a lanchonetes de fast-food, mas algumas vezes vamos comer hambúrgueres em locais escolhidos (que usem carne de verdade). Nas festas e fins de semana, tudo é permitido, mas, como eles não têm hábito de tomar refrigerantes em casa, normalmente optam pelo suco (veja minha receita de suco aqui). E no domingo, a pizza faz parte da nossa tradição familiar e paulistana. Mas é só no domingo. Vi uma vez um programa sobre nutrição infantil, em que se dizia que o máximo de pizza que uma criança pode comer é uma fatia. Bem, espero que eles estejam falando daquelas pizzas gordurosas americanas, porque aqui ninguém fica só na fatia inicial.

E não é só isso!

Tudo isso, aliado ao exercício físico, à vida ao ar livre, ao esporte, aos passeios de bicicleta, ao controle do sedentarismo e do excesso de videogames e internet, me dá a certeza de que eu não fui omissa em relação à saúde dos meus filhos. Sei que muitas vezes a mãe é incompreendida, mas busquei ser coerente com o que aprendi em termos de educação alimentar saudável. Dá trabalho, mas acho que no futuro eles vão me agradecer.









7 comentários


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  1. Cida Costa

    Muita boa Carla, sua narrativa de educação alimentar aos seus filhos, isso serve de incentivo as mães, para que no futuro possamos ter adultos mais saudáveis.
    Parabéns pela família linda!
    Beijos

    1. Carla Vilhena

      Muito obrigada, Cida! Não sou nenhuma mãe perfeita, mas de falta de envolvimento ninguém pode me acusar… beijo pra você também!

  2. Mario e Maria Eunice Vilhena

    Sei o quanto é difícil direcionar os filhos a uma alimentação correta. Você lutou muito, até mesmo quando aconselhada a ser menos rígida, mas a recompensa está na aparência desses seus filhos saudáveis, educados para qualquer circunstância alimentar, quase sempre prontos a experimentar novidades culinárias. Pode parecer, mas isso não é fácil. Nossos parabéns a você e às suas auxiliares, que nunca negligenciaram seguir as suas orientações para proporcionar a melhor alimentação para a sua família.

    1. Carla Vilhena

      Espero ter feito a minha parte, mas cada dia é um aprendizado. Obrigada, mãe, por ter me ensinado tudo isso!

  3. Pingback:Suco verde, vermelho, laranja... mate a fome com saúde! - Carla Vilhena

  4. Tereza Carvalho

    Caqui não é uma fruta esquisita. Prove um bem madurinho, você vai amar.

    1. Carla Vilhena

      Meu marido é fã de caqui e me fala sempre bem da fruta. Mas nunca está do jeito que ele quer. Ora está molenga, ora verde demais. É uma fruta no mínimo complicada… Obrigada, Tereza, pelo comentário!

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