Minha paixão pelos patins
Carla Vilhena
16 out 2016


Eu adoro patinar. Quando criança, eu morava num prédio no Rio de Janeiro que, como a maioria na época, não tinha nenhuma área de lazer. Por sorte, era um prédio em centro de terreno, então a gente podia pelo menos usar a área de garagem descoberta que havia em torno. Uma das coisas que eu mais amava era amarrar nos sapatos os meus patins de ferro, herdados do meu pai. Eles tinham uma regulagem no centro para aumentar de acordo com o crescimento do pé.
E ali mesmo eu brincava, o dia inteiro, de andar com aqueles patins barulhentos (as rodas também eram de ferro), subindo e descendo a ladeirinha, às vezes andando até na escada frontal. Uma vez meu primo me puxou pelo braço pela escada a toda velocidade, acho que pra me fazer cair. Felizmente não morri!

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Depois que as rodinhas de ferro furaram de tanto uso, papai comprou uns patins reguláveis da Bandeirante, uma fábrica de brinquedos da época, e os aparafusou em tênis de cano alto coloridos. A foto ao lado me mostra usando os famosos patins e os carros da época. Agora sim, eu tinha patins-de-tênis, o passo anterior aos chiquérrimos patins-de-bota, que só os milionários que conseguiam ir aos Estados Unidos tinham. E as rodas tinham revestimento de plástico emborrachado, ou seja, o prédio todo deve ter agradecido ao meu pai…

A moda dos patins nos anos 80

Dali para andar em lugares abertos foi um pulo. Já adolescente, ia patinar na pista de ciclismo da Lagoa, na calçada da praia, nos parques. Até que veio a moda de uma casa noturna com pista de patinação: o Roxy Roller da Lagoa, uma casa do Ricardo Amaral que fez muito sucesso quando eu tinha uns 16, 17 anos. Tinha também o Canecão, tradicional casa de shows que também montou seu ringue de patinação…

Era uma delícia! Todo mundo patinando em uma pista oval, com música tocando, gente à beça trombando, caindo, correndo… tinha até um momento em que o DJ tocava uma música mais rápida, especial para o “pega”, ou seja, salve-se quem puder! Os menos hábeis e as meninas deixavam a pista e os meninos se acabavam ali naquela corrida louca. Lembro a primeira vez em que me arrisquei no “pega”. Corri tudo que pude pra acompanhar o ritmo e a adrenalina pulsando dentro de mim! Felizmente, aqui também, não morri…
O mundo mudou quando ganhei meus primeiros patins-de-botas… minha cabeça girava de emoção quando olhei as botas de couro, brancas, presas a patins não reguláveis, vindas dos Estados Unidos, com rolamentos, rodas, tudo original. Não sei até hoje que milagre meus pais fizeram, mas elas estavam ali. E, ironicamente, foram os patins que menos usei. Meus pés continuaram crescendo, contra toda a lógica, e perdi a chance de brilhar nos meus lindos patins.

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A novidade dos patins em linha

Na primeira vez que fui a Miami, vi a grande novidade: patins inline, com as quatro rodinhas uma atrás da outra, os chamados Rollerblades. Gastei todos os meus dólares para trazer aqueles patins maravilhosos para o Brasil. Não tardei a ficar conhecida na orla do Rio com meus patins superdiferentes. Tanto que um dia uma jornalista até me entrevistou… sobre os patins!
Continuei apaixonada pelos patins, chegando até a patinar durante a gravidez do Marcelo. Agora sou bem menos louquinha, depois que tomei um belo tombo no parque Villa-Lobos com um par de patins recém-adquiridos, com rolamentos muito rápidos. Agora (enfim) uso todos os equipamentos de proteção, coisa que não havia na minha infância.

Então, anime-se! Vamos patinar! Gasta horrores de calorias e trabalha muito bumbum, pernas e equilíbrio. Veja:









14 comentários


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  1. Fabiopvt

    Poxa quanta história você tem guardada aí hein? rs Um dia pode se tornar livro !!! Sempre gostei de patins também e cresci com esses modelos até a chegada do inline…Saudades desses tempos também!Aprendendo a cada tombo, assim como a vida nos ensina.E claro, não estava programada a sua partida assim tão cedo porque você tinha que estar vivinha da silva para nos contar tudo isso…rsrrs Parabéns pela performance, tá uma menina ainda!

    1. Carla Vilhena

      Haja história! Se vocês têm paciência de ouvir… vou continuar!

  2. Bernadete

    Estou amando suas histórias, pode continuar que vou ler todas, como fã e admiradora que sou…. Beijos!!!

  3. Maria Neide

    Sou sua fã, adoro ver vc na telinha. Vi o vídeo do seu casamento, muito lindo, vc é um abençoada. Deus proteja vc é sua família.????

    1. Carla Vilhena

      Que bom que você gostou! Eu quis que vocês todos, que acompanham minha vida e minha carreira, compartilhassem dessa felicidade. Obrigada!

  4. Sandro Fonsêca

    A sua relação com os patins é algo impressionante. Muito bacana sua intimidade com os’patins’. Eu, sinceramente, não me aventuraria com patins. Só de pensar nos tombos, nas quedas, to fora!!! Pude constatar que vc tem bastante intimidade com os famosos…!!! Sua história é linda!

    1. Carla Vilhena

      É verdade que eu comecei a patinar criança, mas conheço gente que aprendeu mais tarde e hoje anda até de skate (que eu acho ainda mais difícil). Obrigada pelo comentário!

  5. Luiz Claudio Germano

    Carla, sua simpatia, elegância e beleza, contagia o Brasil. Parabéns, pelo seu profissionalismo! Sou seu fã….. Deixo a minha medicina até com ciumes.
    Luiz Claudio Germano
    Itaperuna-RJ

    1. Carla Vilhena

      Fico muito feliz com tantos elogios! Venha sempre aqui me visitar e deixar mais comentários como esse, Luiz Cláudio!

  6. Felipe

    Parabéns Carla. Reitero os comentários do Luiz Claudio. Sua beleza, simpatia e elegância são fora do comum.

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