Patagônia, natureza intocada
Carla Vilhena
14 nov 2016


Expectativa

blog-da-carla-vilhena-patagonia7Quando embarcamos para a maior aventura de nossas vidas até então, um cruzeiro para a Patagônia, eu e meus filhos não sabíamos ainda o que nos esperava. A natureza intocada, a grandiosidade das paisagens, a beleza do cenário, os animais que nunca havíamos visto, as cidades onde fizemos as paradas…  Tudo surpreendente. E era nossa primeira viagem juntos, sozinhos!

A chegada 

Nosso avião partiu de São Paulo para uma escala em Santiago, capital do Chile. De lá, seguimos para Punta Arenas, uma cidadezinha considerada a porta de entrada para a Patagônia chilena. Uma praia gelada, uma pracinha muito fofa onde compramos pinguins de lã do artesanato local, predinhos simpáticos… Nosso hotel também era muito confortável e bem central.

O embarque

Na esquina ao lado ficava a agência da empresa de turismo Cruceros Australis. Fomos puxando nossas malinhas pela rua mesmo, para nos apresentar para o embarque. O navio, chamado Stella Australis, era pequeno para os padrões dos cruzeiros turísticos. Muito confortável, com lençóis macios e todo o necessário para uma viagem inesquecível. Um detalhe é que a janela da cabine é enorme, com uma visão linda do entorno, e com luz do sol até quase onze horas da noite no verão!

Cruzeiro de Expedição patagonia2

Já na entrada, percebemos que aquele era um cruzeiro diferente. Nada de espaços monumentais com deck, várias piscinas e bares. Este era um cruzeiro de expedição, no qual o mais importante é conhecer as maravilhas naturais da Patagônia, aprender sobre a vegetação, o clima, as geleiras, os povos que habitaram o local, os cientistas que fizeram seus estudos ali. Os monitores dão aulas dentro do navio, preparando as crianças e os adultos para o que vão ver nos passeios.

Os desembarques

patagonia4Falando nos passeios, a alvorada, todo dia, é às sete da manhã. A voz do comandante entra na sua cabine por um sistema de alto-falantes (não dá pra desligar), chamando para o café da manhã. Você levanta, vai pro café, e já tem que se preparar para o desembarque, em botes infláveis. Na hora marcada, tem que estar já todo paramentado, com roupas de frio, galochas, salva-vidas. Não preciso dizer que eu, sozinha com três crianças, saía feito louca, atrasada, arrastando o pequeno e vestindo a roupa dele no caminho do deck de desembarque…

 

Passeios blog-da-carla-vilhena-patagonia 

Depois do frio congelante do vento no pequeno bote, era a hora de desfrutar dos passeios. Gente, e as paisagens? Nunca vi algo tão monumental. As geleiras são emocionantes. As baías, as montanhas, os caminhos em meio à mata, pra onde se olha o cenário é grandioso. Os pinguins são um espetáculo de fofura. Eles fazem ninhos furando o solo das ilhas, por isso não podemos desembarcar nesses locais, para não correr o risco de destruir alguma família subterrânea. Mas os barcos infláveis que usamos para os passeios atracam nas praias, bem próximo às aves. Podemos curtir as brincadeiras dos lindos pinguins de pertinho.

Perto da Antárticapatagonia5

Um momento mágico é a visita ao cabo Horn, ou cabo de Hornos, em espanhol. É o local mais austral (ao sul) do continente americano, a alguns quilômetros da Antártica. O mar ali é bem agitado, e o tempo extremamente instável. Por isso, temos que manter os coletes salva-vidas sobre o corpo durante toda a visita. Se acontecer alguma virada repentina no tempo, o comandante ordena o retorno imediato ao navio.

Avenida dos Glaciares patagonia6

Mas o lugar mais bonito para mim foi visto de dentro do navio mesmo. Chama-se Avenida dos Glaciares. Geleiras dos dois lados do navio, observação do deck, um tempo privilegiado, com sol e não muito frio, garçons servindo drinks temáticos aos passageiros, de acordo com o nome das geleiras – França, Inglaterra, Canadá… Um dos passeios mais lindos do mundo.

Fim da viagem

Ao final, na chegada a Ushuaia, ainda fizemos o tour da cidadezinha, antes de embarcar para São Paulo. Na escala de quatro horas em Buenos Aires, tivemos tempo de ir ao Puerto Madero e tomar um chá no lindo e tradicional Hotel Alvear. Um show.
Voltamos acreditando que a paisagem da Patagônia é um dos presentes de Deus para a humanidade e que é dever de todos preservá-la assim, sempre intocada.









6 comentários


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  1. Rubens Junior

    Bela reportagem e me instigou a ir com a minha família. Você bcomo sempre é a melhor.

  2. Monica Buriche

    Muito bom que os meninos visitem lugares assim, estimulando neles o interesse pela natureza… Linda viagem…

    1. Carla Vilhena

      E eles morrem de vontade de voltar. Foi mágica mesmo essa viagem! Obrigada pelo comentário, beijos!

  3. Sil

    Querida, em quantos dias vocês fizeram essa viagem mágica? Conheço parte da Patagônia e gostaria de mais informações, pois pretendo ir à Ushuaia. Mas adorei esse roteiro.

    1. Carla Vilhena

      Oi Sil, nós fizemos num feriado de quatro dias, mas tem viagens com duração diferente. A nossa foi bem completa, e o ritmo é puxado. Boa sorte com sua viagem!

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